Quando a inovação é política de estado

Quando a inovação é política de estado

Em Santa Catarina,  a inovação se tornou um vetor das políticas públicas de desenvolvimento. Em 2011, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDS-SC) lançou o SC@2022, um plano que engloba quatro programas de estímulo às áreas de economia, educação, meio ambiente e tecnologia. Um dos desdobramentos dessa política foi a criação da Rede Catarinense de Polos de Inovação, sob a coordenação de uma entidade chamada Inova@SC. Inspirado em um modelo da Catalunha, o governo estadual implantará 12 Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) em seis regiões catarinenses. O projeto está sendo montado em parceria com universidades, prefeituras, empresas e instituições diversas, além do governo federal.

A decisão de priorizar a inovação surgiu de diagnósticos realizados pelo governo catarinense entre 2007 e 2008. Na época, a gestão contratou a Fundação dos Centros de Tecnologias Inovadoras (Certi) para impulsionar o Estado no caminho de uma “revolução pelo novo”. A meta desse ideário está expressa no slogan: “Santa Catarina, Estado Máximo da Inovação”. Para cumpri-lo, a SDS-SC coordenará a construção de 12 centros de incubação científica. A primeira etapa terá investimento de R$ 42 milhões. Desse valor, R$ 2 milhões serão direcionados ao preparo dos gestores. O restante será empregado nas estruturas físicas, que terão entre 2,5 e 4,5 mil m², dependendo da cidade. Os terrenos serão cedidos pelas prefeituras. “Esse é um esforço que mudará a cara da economia catarinense, dando melhores condições a diversas regiões. Gerará um clima de modernidade em todo o Estado”, prevê Sebastião Lopes Melo, diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), órgão que chefia as pesquisas do Inova@SC.

Os distritos serão instalados em Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Joinville, Tubarão, Criciúma, Blumenau, Itajaí e Joaçaba. Nestes dois últimos, as atividades já se iniciaram. Nas demais, as unidades devem estar prontas até a metade deste ano. Cada célula vai selecionar os projetos a serem alocados em suas praças de fomento, de acordo com as necessidades e vocações regionais. A intenção é de que as ideias nascidas nos NITs atraiam o interesse de grandes empresas. O Sapiens Parque, em Florianópolis, será o núcleo da rede. No final de 2012, os 30 profissionais incumbidos de administrar os centros passaram por uma bateria de capacitação. Com encontros em Florianópolis e Barcelona, o curso foi dividido em três módulos, num total de 150 horas-aula. O conteúdo versou sobre empreendedorismo, governança, modelos de negócio, sistemas de inovação e sobre a experiência do projeto catalão. O estreitamento de relações entre Santa Catarina e a Catalunha começou a ser articulado em 2011 e originou um convênio de mútua colaboração, assinado em julho do ano passado.

A previsão é de que a Rede Catarinense de Polos de Inovação receba cerca de R$ 60 milhões em recursos oriundos de iniciativas públicas e privadas. “Esse programa auxiliará na diminuição das diferenças econômicas e culturais de Santa Catarina, proporcionando um desenvolvimento regional mais nivelado. Nosso Estado está, seguramente, entre os cinco maiores inovadores do país”, aponta Sebastião Lopes Melo.

Fonte: http://www.amanha.com.br


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