SC negocia para BRF continuar em Itajaí

SC negocia para BRF continuar em ItajaíEnquanto o presidente do conselho da BRF, Abilio Diniz, era assediado para ser ministro de Dilma Rousseff, o governo catarinense soube que o presidente executivo da companhia, Claudio Galeazzi, está avaliando custos e poderá fechar o escritório de serviços de Itajaí para concentrar tudo na unidade de Curitiba. Lideranças de SC levaram um susto e correram para negociar com a dona das marcas Sadia e Perdigão. Ontem, o governador Raimundo Colombo, o senador Luiz Henrique da Silveira, mais o prefeito Jandir Bellini e o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, tiveram uma conversa de três horas com Galeazzi, em São Paulo.

A decisão foi de que nada será mudado este ano e uma comissão vai buscar um acordo para a continuidade da unidade no Estado. O secretário de Desenvolvimento, Paulo Bornhausen, também conversou com a cúpula da BRF. Galeazzi disse que a empresa busca redução de custo e resultado aos acionistas. Isto significa que para manter a unidade, o governo de SC terá que ceder alguma coisa.

Bornhausen considera importante a continuidade do centro de serviços em Itajaí, porque ele oferece empregos de alto padrão e vai colaborar para o desenvolvimento do Distrito de Inovação que está sendo instalado no município. A cidade também recebeu o Instituto Senai de Inovação em Logística do Sistema CNI-Fiesc. A BRF conta com cerca de 24 mil colaboradores em SC, dos quais 1,5 mil atuam em Itajaí.

Estado também negociou a sede

Esta não é a primeira vez que o governo catarinense negocia com a BRF. Quando foi selada a fusão Sadia-Perdigão, em 2009, o então governador Luiz Henrique articulou a continuidade da sede da empresa em Itajaí. Isto porque a Sadia e a Perdigão nasceram em SC e criaram aqui o modelo de integração produtiva que se tornou referência mundial em produção de proteína animal de qualidade. Na época, o governo informou que a sede em Itajaí garantiria um pouco de impostos a mais e a realização de uma reunião por ano do conselho de administração da companhia na cidade. Antes, a Sadia mantinha sua sede em Concórdia, para onde todos os conselheiros iam para a reunião anual. A Perdigão, que já estava com capital pulverizado na Bolsa e sob o controle dos fundos de pensão, transferiu sua sede para São Paulo. Mas enquanto Eggon João da Silva, que articulou a recuperação da empresa em 1993 estava na presidência ou no conselho, as reuniões aconteciam em Jaraguá do Sul.

Edit: 21/02/2014

BRF anuncia reestruturação

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, anunciou neste dia 20 de fevereiro uma ampla reestruturação administrativa nas suas operações. Explicou que a intenção é adequar a oferta de produção à demanda. O novo organograma concentra a gestão da companhia em quatro lideranças regionais. Essa decisão não envolve a questão da unidade de Itajaí, que pode ir para Curitiba. Pelo que ficou acertado entre o governador Raimundo Colombo e a diretoria da companhia, essa decisão será tomada até no ano que vem.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br (Estela Benetti)


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